Miniavião usado no Iraque pode vigiar Rio em 2010

01/01/2010 por Rafael Barreto

O Rio de Janeiro pode ser vigiado este ano por miniaviões usados por forças militares que participam de missões no Iraque e no Afeganistão. De acordo com a assessoria da Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop), o órgão negocia com o Ministério da Justiça a compra de seis desses miniaviões não-tripulados israelenses para fazer o monitoramento de alguns pontos da cidade.

Desenvolvido para operações urbanas e rurais, o modelo israelense Skylark I é usado pelos exércitos de vários países, como Austrália, Canadá, Croácia, França, Hungria, República Checa, Suécia e Israel – que já utilizou o equipamento para monitorar o sul do Líbano

O Skylark I conta com três câmeras – duas diurnas e uma noturna. O equipamento tem dois metros de comprimento, pesa 4,5 quilos e é capaz de atingir velocidade de até 100 Km/h, com autonomia de voo de 90 minutos. De acordo com a Aeroeletrônica, representante da fabricante israelense Elbin no país, o equipamento já acumula 40 mil horas de experiência.

O objetivo é de que a vigilância aérea ocorra de norte a sul da cidade, passando por praias, Quinta da Boa Vista, Aterro do Flamengo, Floresta da Tijuca, Parque da Pedra Branca e Canal de Marapendi. Os planos também incluem o uso dos miniaviões durante eventos especiais no calendário da cidade, como Carnaval, Réveillon, e em dias de jogos no Maracanã.

Os equipamentos de alta tecnologia deverão auxiliar não só no controle da desordem urbana – flagrando construções irregulares como estacionamentos, casas e estabelecimentos comerciais -, como também ajudar no combate ao tráfico de drogas e na segurança de grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016, além de fazer o monitoramento de áreas de proteção ambiental.

Não é a primeira vez que autoridades apelam a mais do que helicópteros para fazer a vigilância aérea de áreas da cidade. Em 2002, o governo do estado utilizou dirigíveis para monitorar vias expressas como as linhas Amarela e Vermelha e a Avenida Brasil.

FONTE: G1

NOTA DO BLOG: Veja tambem esta materia  do Blog sobre este assunto:

http://frontbr.wordpress.com/2009/11/12/materia-uso-de-vant%E2%80%99s-em-favelas/

Video: Trailer do filme Segurança Nacional

26/12/2009 por Rafael Barreto

EB adquire viaturas de apoio ao sistema Astros II

22/12/2009 por Rafael Barreto

O Exército Brasileiro contratou a Avibrás para a aquisição de uma viatura AV-VCC e duas, que são viaturas 4×4 baseadas no chassi Unimog U2150L com blindagem leve, navegação por GPS e possibilidade de uso de uma metralhadora 7,62 ou .50 no teto para defesa pessoal.

As viaturas são para apoio ao sistema de artilharia por foguetes Astros II, também fabricado pela Avibrás. O AV-PCC é um posto de Comando e Controle de Bateria, já o AV-VCC é um posto de Comando e Controle de Regimento, e foram adquiridos por R$ 13.900.00,00.

Viaturas AV-VCC e AV-PCC são postos de comando e controle de regimento e de bateria respectivamente.

FONTE: Plano Brasil

34 tanques de guerra chegam ao Brasil

15/12/2009 por Rafael Barreto

Carros de combate foram comprados da Alemanha.
Veículos, do tipo Leopard um, são de segunda mão e foram reformados.

Chegaram nesta segunda-feira (15) ao Rio Grande do Sul 34 tanques de guerra pesados, comprados pelo governo brasileiro da Alemanha. São carros de combate do tipo Leopard um a cinco, usados como equipamento principal de divisões blindadas de vários países da Otan. Os Leopard um são de segunda mão e passaram por ampla reforma. Custaram R$ 900 mil cada um. Mais 206 virão para unidades do exército no Rio Grande do Sul e Paraná, estados que têm topografia adequada a tanques pesados. O modelo comprado pelo Brasil tem canhão de 105 milímetros e modernos sistemas eletrônicos de direção de fogo.

FONTE: G1

Jobim afirma que Brasil não assinará Tratados de Não Proliferação Nuclear

11/12/2009 por Rafael Barreto

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, voltou a afirmar hoje (9) que o Brasil não irá assinar qualquer protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação Nuclear, cedendo a pressões externas.

“Esta é uma decisão tomada pelo presidente da República e que consta da Estratégia Nacional de Defesa. Não assinaremos nenhum protocolo adicional ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares”, declarou Jobim, ressaltando que embora o país não tenha interesse em desenvolver armas nucleares, “não pode abrir mão de conhecer a tecnologia nuclear”.

“É necessário, isso sim, que os países [que detêm armas] nucleares comecem a reduzir seus armamentos. Porque a dissuasão nuclear – que parte do pressuposto de que se pode usar uma arma que atinja indiscriminadamente civis não insurgentes – é imoral”, avaliou o ministro durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e que durou mais de quatro horas.

Proposto em 1968, o tratado conta com a adesão de 189 países. Originalmente, o acordo estabelecia que o bloco das cinco pontências nucleares (Estados Unidos, União Soviética (atual Federação Russa), China, Reino Unido e França) poderiam manter o armamento, mas vedava a transferência ou o repasse da tecnologia de fabricação para os outros países. Os Estados Unidos, no entanto, jamais assinaram o pacto.

Já para os demais signatários o tratado estabelecia o compromisso de não fabricarem armamentos nucleares. Em 1970, um novo acordo permitiu que os países desenvolvessem tecnologia nuclear para fins pacíficos, como a geração de energia. Além disso, as cinco potências nucleares deveriam desarmar-se.

Quinquenal, o tratado deve ser revisado no ano que vem. Para Jobim, os acordos não tiveram sucesso em reduzir a quantidade de armamentos nucleares.

FONTE: Agência Brasil, via Forças Terrestres

Novo avião militar deve fazer o 1º voo em 2014

10/12/2009 por Rafael Barreto

RICARDO BONALUME NETO

Seja qual for o presidente em 2014, já está prevista uma cerimônia nesse ano ao qual ele (ou ela) deverá comparecer. Segundo o presidente da EMBRAER, Frederico Curado, essa é a data prevista para o primeiro voo do principal projeto da empresa na área de defesa, o cargueiro militar tático KC-390.

Se tudo correr como planejado, em 2016 começará a operação do avião na FAB e, em seguida, com sorte, em outras forças aéreas que encomendarem o modelo.

A EMBRAER estima em cerca de 700 aeronaves a demanda futura desse tipo de avião de transporte, para substituir modelos clássicos, como o americano C-130 Hercules, operado pela FAB e dezenas de outras forças espalhadas pelo planeta.

Mais do que a participação no projeto FX-2, do futuro caça da FAB, o projeto KC-390 é o que mais empolga a área de defesa da EMBRAER.

Seja qual for o vencedor da concorrência pelo caça, a EMBRAER terá apenas uma participação modesta na sua integração na Força Aérea, apesar de estar previsto que adquira novas tecnologias no processo.

E a escolha do governo pode não ser a que mais agrade à empresa. O caça francês Rafale pode ter sido elogiado pelo presidente e pelo ministro da Defesa, mas não é o preferido nem de muitos oficiais da FAB nem da indústria aeroespacial e eletrônica. O americano Super Hornet e o sueco Gripen são mais bem avaliados.

Já o cargueiro militar não envolve necessariamente participação estrangeira. Além de ter um grande mercado potencial, será o maior avião produzido pela empresa na sua história de 40 anos.

Como diz a sigla, tirada da terminologia da força aérea americana, o KC-390 terá dupla função: reabastecimento, em voo, de outras aeronaves (o “K”) e o transporte de carga (o “C”).

Outros produtos importantes da área de defesa da empresa são o avião de ataque leve Super Tucano, vendidos a vários países latino-americanos, e os aviões-radar e de sensoriamento remoto.

FONTE: NOTIMP, via Plano Brasil

Tropas do Brasil não têm prazo para sair do Haiti

10/12/2009 por Rafael Barreto

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta quarta-feira que não há prazo para as tropas brasileiras deixarem a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti. Segundo ele, que participou de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, a estratégia de saída do Brasil está “ligada à estratégia de construção do país [Haiti]“.

Questionado pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE) sobre um prazo para a saída, Jobim afirmou que não é possível definir uma data porque o fim da missão militar “depende do respaldo internacional” e ela está muito relacionada com a “construção e a manutenção da paz” naquele país.

Até o momento, o Brasil já desembolsou cerca de R$ 704,5 milhões com as ações de paz no Haiti, desde 2004. Como há um reembolso da ONU pelo fato de se tratar de uma ação internacional, o custo orçamentário efetivo foi de aproximadamente R$ 415 milhões no período. Em 2009, até o momento, foram destinados R$ 108 milhões (o maior valor anual), já incluídos os reembolsos. Os recursos são destinados à manutenção da tropa, a obras de engenharia e a ações sociais.

Rodízio semestral

Em relação ao contingente, Jobim informou que o batalhão de infantaria brasileiro é composto atualmente por 1.016 homens, enquanto o grupo de engenheiros soma 250 pessoas. O Brasil realiza rodízio semestral de suas tropas, sendo o próximo previsto para o período entre 10 a 29 de janeiro – será o 11° rodízio. Há ainda 220 viaturas brasileiras no Haiti.

Muitos sustentam que o Brasil tem que se retirar do Haiti. O Ministério da Defesa e o governo sustentam que o Brasil tem que permanecer no Haiti, mesmo que isso represente um custo para o Orçamento brasileiro“, afirmou o ministro.

Jobim lembrou que o país caribenho sofre com graves problemas estruturais, como falta de energia elétrica na capital, Porto Príncipe. Ele defendeu a construção da Usina Elétrica Artibonite, ao custo de 150 milhões de dólares, para possibilitar o funcionamento de indústrias e empreendimentos que permitam a geração de emprego e renda.

FONTE: NOTIMP, via Plano Brasil

Teste de míssil causa suspeita de OVNI

10/12/2009 por Rafael Barreto

Apesar da negativa inicial dos russos, a imprensa norueguesa já informa que se tratou de um teste mal sucedido de um míssil Bulava, laçado de um submarino.

O vídeo abaixo ilustra em uma animação os efeitos vistos aqui, enquanto o foguete acelera e ao mesmo tempo libera gás em rotação, criando a espiral:

Marruá

08/12/2009 por Rafael Barreto

A família de veículos Agrale Marruá, desenvolvida para aplicações militares, teve concluído, ainda em 2007, o seu processo de homologação e adoção pelo Exército Brasileiro e de testes e padronização pela Marinha do Brasil. Foram quatro anos e mais de 1 milhão de quilômetros percorridos de um extenso trabalho, por parte das equipes de engenharia da montadora e de testes das Forças Armadas, que incluíram engenharia simultânea e adequação a cada aplicação específica, resultando em uma nova família de produtos nacionais para o segmento de defesa.

O desenvolvimento de um veículo para aplicações militares surgiu em 2003, quando a Agrale assumiu o projeto de um jipe para atender aos Requisitos Operacionais Básicos do Exército (ROB). Submetidos aos severos ensaios do Centro de Avaliações do Exército, que resultou na sua homologação e adoção pelo Exército Brasileiro, foram realizados, além da avaliação técnica, diversos testes operacionais em condições extremas, em diferentes locais do território nacional, como a Restinga da Marambaia, o Pantanal Matogrosense, o Jalapão e a área Amazônica.

Segundo Hugo Zattera, presidente da Agrale, o excelente desempenho dos veículos resultou no interesse das Forças Armadas pelo desenvolvimento de diferentes modelos para várias aplicações específicas. Em conseqüência, por serem veículos versáteis, muito robustos, de fácil manutenção e baixo custo operacional.


Materia do DEFES@ NET

US Navy financia desenvolvimento de submarino autônomo de vigilância costeira

03/12/2009 por Rafael Barreto

A Marinha dos EUA está financiando o desenvolvimento de um submarino autônomo que reúne informações de inteligência militar em águas costeiras e portos, através da implantação de pequenos veículos submarinos não-tripulados (UUV).

O Office of Naval Research fechou contrato com a Science Applications International Corp (SAIC) no valor de US$ 2,5 milhões em novembro para a construção de um protótipo de UUV que possa lançar UUVs menores. O contrato faz parte do Programa chamado “Autonomous UUV Delivery and Communication.”

Pequenos UUVs já podem ser lançados em águas hostis por submarinos tripulados, mas a US Navy acredita que um veículo submarino autônomo poderia cumprir essa missão, sem o risco de exposição de um submarino nuclear.

Sob o contrato, a SAIC vai demostrar como um UUV mãe pode carregar, lançar e recuperar pequenos UUVs.  A nave mãe também poderá fazer o downloaddos dados coletados pelos pequenos drones.

Nos últimos 24 meses tem havido significativa atividade no mercado de UUV. A BAE Systems recentemente lançou o Talisman L, um UUV especializado para águas costeiras.

Empresas também estão aumentando as capacidades dos UUV através de aquisições. Por exemplo, a iRobot adquiriu a Nekton Research em 2008, uma fornecedora de sistemas subaquáticos e tecnologias.

FONTE: Defense Systems