Super Tucano vence programa LAS da USAF

2 01 2012

São Paulo – SP, Brasil, 30 de dezembro de 2011 – A Força Aérea dos Estados Unidos anunciou hoje que selecionou o avião de combate Super Tucano, fabricado pela Embraer Defesa e Segurança, para o programa LAS (Light Air Support), ou Apoio Aéreo Leve. A aeronave, que será fornecida por meio de parceria com a Sierra Nevada Corporation, será utilizada para treinamento avançado em vôo, reconhecimento e operações de apoio aéreo.

“Estamos honrados com a oportunidade de oferecer ao governo norte-americano o melhor produto para a missão LAS, nesta parceria liderada pela Sierra Nevada Corporation”, disse Luiz Carlos Aguiar, CEO da Embraer Defesa e Segurança. “Nosso compromisso é avançar com nossa estratégia de investimentos nos Estados Unidos e entregar o Super Tucano no prazo e conforme o orçamento contratados.”

Como especificado pela Força Aérea dos Estados Unidos, trata-se de um contrato no valor de USD355 milhões para o fornecimento de vinte aeronaves, assim como apoio terrestre para treinamento de pilotos, manutenção e outros serviços requeridos.

“Nós nos sentimos honrados por esta decisão e pela oportunidade de servir nosso país,” disse Taco Gilbert, Vice-Presidente de Desenvolvimento de Negócios de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR) da SNC. “Nós acreditamos nos objetivos da missão Apoio Aéreo Leve e temos orgulho de poder apoiar os Estados Unidos em suas iniciativas de construção de parcerias no Afeganistão e em outros países no mundo. Os soldados americanos, os trabalhadores americanos e todos nossos aliados ganham com esta decisão.”

Sobre o Programa LAS

A missão LAS exige uma solução já desenvolvida que ofereça versatilidade, capacidade e resistência operacionais necessárias em um ambiente de contra-insurgência, a um custo significativamente menor do que o dos jatos de caça. A aeronave deve oferecer ferramentas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR); ter capacidade para uma grande variedade de munições (incluindo armas guiadas de precisão); e operar em terrenos com infraestrutura precária e em condições rigorosas.

Sobre o Super Tucano

O Super Tucano foi projetado especificamente para missões de contra-insurgência e atualmente é empregado por seis forças aéreas e possui encomendas de outras. A aeronave demonstrou ser extremamente capacitada para as missões LAS e ajudou o governo colombiano a combater as forças revolucionárias daquele país (FARC), além de iniciativas contra atividades ilegais em outros países. As mais de 150 aeronaves em operação no mundo acumularam 130 mil horas de vôo, incluindo mais de 18 mil horas de combate sem nenhuma perda.

Sobre a Sierra Nevada Corporation

A SNC (www.sncorp.com) é uma das companhias privadas dos Estados Unidos que cresce mais rapidamente, com base em sua reputação em desenvolver soluções tecnológicas ágeis, inovadoras e rápidas nos segmentos de eletrônica, aeroespacial, de aviônicos, espacial, propulsão, micro-satélites, aeronaves, sistemas de comunicação e energia solar. Sob a atual administração desde 1981, as sete áreas de negócios da SNC empregam mais de 2.100 pessoas em 27 localidades em 15 Estados norte-americanos – todos dedicados a fornecer soluções modernas para a dinâmica base de clientes da empresa. A SNC é o maior prestador de serviços para o governo dos Estados Unidos cuja proprietária é uma mulher.

Ao longo de aproximadamente 50 anos de história, a SNC manteve o foco em fornecer aos clientes o que há de melhor em tecnologia para atender às suas necessidades, obtendo um expressivo e comprovado histórico de sucesso. A empresa continua apoiando o seu crescimento no setor comercial, por meio de avanços internos e aquisições, incluindo participação nos mercados emergentes de energia renovável, telemedicina, nanotecnologia, cibernética e centros de operações de redes. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail generalinfo@sncorp.com ou pelo telefone +1 (775) 331-0222.

FONTE: Embraer, via PODER AÉREO 





Jobim anuncia possível venda de ‘Tucanos’ para os EUA

12 04 2010

O site do Jornal O Globo acaba de anunciar que o Brasil pode vender 200 aviões Tucano para a Marinha dos EUA. Segundo o jornal, a informação foi dada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, nesta segunda-feira.

O contrato inicial prevê a venda de cem aviões e, caso seja renovado, deve vender outros cem. O ministro não disse qual o valor do contrato, mas comentou que o acordo militar a ser assinado com os EUA nesta segunda-feira é uma condição preliminar para o negócio, já que depois da assinatura, segundo a lei americana, poderá haver dispensa de licitação.

- Evidentemente que existe pressão para que o governo brasileiro compre também aviões americanos, mas estamos avançando um entendimento para separar os dois temas, a fim de que a negociação seja feita com calma.

O Ministro Jobim e o seu colega de pasta dos Estados Unidos, Robert Gates, assinam nesta segunda-feira (12/04), em Washington, um acordo de cooperação militar.

FONTE: O Globo, via http://www.aereo.jor.br/





Área de defesa ajuda fornecedor da Embraer a superar crise

8 04 2010

O reaparelhamento das Forças Armadas brasileiras abriu novas perspectivas de negócios para a Inbra Aerospace, do grupo Inbrafiltro, num cenário não muito favorável para o setor aeronáutico. “Embora tenhamos 80% dos contratos atrelados à Embraer, que reduziu em cerca de 25% os pedidos, conseguimos enfrentar bem o período de crise, porque não fornecemos só para o segmento de aviões comerciais (o mais afetado pela crise), mas também para a área de defesa”, explica o diretor-presidente do grupo, Jairo Cândido.

No ano passado, a Inbra Aerospace faturou R$ 9,8 milhões, queda de 18% em relação aos R$ 12 milhões obtidos em 2008. O grupo Inbrafiltro é formado por cinco empresas (Inbrafiltro, Inbratêxtil, Glass, Inbra Blindados e Inbra Aerospace) e o faturamento global foi de R$ 70 milhões em 2009.

A empresa, segundo Cândido, já tem programado investimento estimado entre US$ 35 milhões e US$ 40 milhões para uma nova fábrica de material composto, que irá atender aos principais programas em curso na área de defesa no Brasil: o desenvolvimento do avião de transporte militar KC-390 pela Embraer, a produção dos helicópteros EC-725 pela Helibrás/Eurocopter, a compra de 36 caças de combate do programa F-X2 e de veículos aéreos não tripulados (vants) para a FAB.

“O investimento na nova instalação pode chegar a R$ 140 milhões, caso o vencedor da concorrência do F-X2 seja o caça sueco Gripen, pois já temos um contrato de desenvolvimento das asas e da tampa do trem de pouso da aeronave, em material composto”, explica o executivo. A Inbra é contratada da Saab no programa de desenvolvimento do Gripen NG através da holding T-1, que reúne cinco empresas brasileiras do setor aeronáutico, lideradas pela Akaer.

Numa primeira etapa de funcionamento da nova fábrica, está prevista a contratação de cem novos colaboradores. “Nosso efetivo hoje é de 200 empregados, sendo que 60 deles foram contratados em 2009, por conta dos novos programas na área de defesa”, conta Cândido. Com a efetivação dos novos contratos, o executivo acredita que o número de funcionários deva chegar a 500.

Apesar de a empresa estar sediada hoje em Mauá, no complexo industrial que abriga outras quatro unidades do grupo, a nova fábrica será instalada em São Bernardo do Campo. “O prefeito Luiz Marinho (PT) tem facilitado a instalação de empresas com o objetivo de formar um polo de alta tecnologia na cidade”, disse Cândido.

Considerada uma das principais produtoras de material composto para aviões e placas do país, a Inbra Aerospace produz a porta blindada da cabine de comando do modelo 170 da Embraer, projeto que conquistou depois de participar de uma concorrência internacional. A unidade também produz painéis, consoles e janelas especiais para aviões. As aeronaves de alerta aéreo avançado da Embraer, conhecidas pela sigla AEW & C, são equipadas como uma dessas janelas, em forma de bolha.

A Inbra também foi a responsável pela blindagem do turboélice militar Super Tucano, produzido pela Embraer. O domínio da tecnologia de blindagem também credenciou a empresa a exportar esse conhecimento. Os 25 aviões Super Tucano que a Embraer vendeu para a Força aérea Colombiana (FAC), por exemplo, possuem reforço balístico contra armas 0.50, e protegem as pernas dos pilotos e os assentos.

FONTE: Valor econômico, via NOTIMP








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